31 outubro 2009
29 outubro 2009
27 outubro 2009
26 outubro 2009
Casaco apertado, cigarro na mão e um avultar de histórias pormenorizadas. o nosso best seate é ali, onde a maré vaza lentamente e as pessoas adormecem ao escurecer do dia. Somos almas de pulmão cheio e coração pequeno. Ali, ninguém nos ouve, nem nos encontra. deciframos perguntas e obtemos respostas, ou algo muito parecido. No fim, deixamos naquele espaço um bocadinho de nós e trazemos um coração mais quente ou, pelo menos, menos carregado.
25 outubro 2009
24 outubro 2009
és um palmier. tens uma personalidade difícil mas satisfazes os desejos mais requintados. a tua aparência leve é sedutora, por isso deves ter cuidado para não te partirem o coração ao meio.
OUCH!
Gary: Why didn't you just say that to me?
Brooke: I tried. I've tried.
Gary: Never like that, you might have said some things that meant to imply that, but I'm not a mind reader...
Brooke: It wouldn't matter you are who you are. Just leave me alone ok? Right now, just shut my door.
Gary: Listen...
Brooke: Alright Gary just please, just leave the room. Gary just... I don't want to be near you right now, please just shut the door, please.
the breakup (2006)
23 outubro 2009
22 outubro 2009
21 outubro 2009

20 outubro 2009
19 outubro 2009
Há sempre plano B. A esperança não é a ultima a morrer?
Quer uma sugestão? Espere sentado.
18 outubro 2009
17 outubro 2009
16 outubro 2009
15 outubro 2009
14 outubro 2009
13 outubro 2009

Há pessoas que têm uma vida normal e não caem tantas vezes, tantas quanto aquelas que eu discuto, que eu questiono, que eu grito, que eu tenho medo, que me escondo ou fujo. Há de facto pessoas que conseguem viver lado a lado ou até mesmo frente a frente, quando uma precisa de andar mais rápido do que a outra. Conseguem absorver o silêncio, mudar-se, ajeitar-se, viver apaixonadamente todos os momentos, sem ligar a detalhes infimamente pequenos. Aos quais eu ligo constantemente e sofregamente.
E querer e ter têm uma margem bastante grande de diferença e, por isso, é continuar a viver sonhando, querendo e imaginando o que seria se eu, sobretudo eu, fosse um pouco diferente para com o outro. E vice-versa, mas principalmente eu, enquanto Eu face ao outro.
11 outubro 2009
Ela a dizer:
- Não sejas parvo.
Ela está deitada no chão, completamente nua, de costas para cima. Romeu tem apenas cuecas. Na mão segura um baralho de cartas. Ela tem uma camisa debaixo dos seios e ele está sentado, ao lado dela. Agora mesmo ele acabou de dizer:
- Vou fazer um jogo de cartas nas tuas costas. Se, no final, a carta que ficar for um ás de copas é porque tu me és fiel. Se for um ás de espadas é porque me és infiel. E a espada representa sangue, já sabes.
Julieta murmurou:
- Não sejas parvo.
- É uma maneira de não me mentires - prosseguiu Romeu, em tom de gozo. - Estás nua e de costas para o jogo; não me podes mentir. É a melhor maneira de sabermos a verdade.
- Não sejas estúpido.
Romeu começou a pôr cartas viradas para baixo nas costas de Julieta. Esta resistiu, yorceu as costas, deitou abaixo as cartas:
- Não sejas parvo. Estás a ser imbecil. Se queres saber alguma coisa, pergunta-me, que eu respondo. Não te ponhas com jogos nojentos.
Romeu cala-se durante uns segundos e deixa que ela se acalme.
Depois diz:
- Ok, só um jogo nas tuas costas; uma paciência.
Ela não reage, fecha mais os braços, as mãos deitadas sobre a cara. Fecha os olhos, desiste de reagir, de pensar, de resistir.
Romeu vai pondo cartas nas costas de Julieta. Põe o baralho todo, dividindo-o em grupos, colunas, linhas. Estão todas viradas para baixo.
Faz contas, vai tirando cartas, virando-as; dividindo-as, depois as que ainda restam em cima das costas por grupos mais reduzidos. Levanta mais cartas; sobram agora cinco nas costas de Julieta; Julieta que se mantém indiferente, olhos fechados, quase a dormir, desinteressada.
Por fim, Romeu levanta quatro das últimas cartas e pousa-as no chão. Resta uma. Mantendo a carta virada para baixo, ele puxa-a para junto da nuca de Julieta.
Depois vira-a.
É um ás de espadas.
Um ás de espadas junto à nuca de Julieta.
por Gonçalo M. Tavares em "A bicicleta"




























