27 outubro 2010

What I do today is important because I am exchanging a day of my life for it.
27 de Outubro de 1987



Obrigado a todos pelo dia d'hoje.  

20 outubro 2010

É mentira essa coisa de que somos iguais desde que nascemos. Nós somos a vida que levamos e como se isso fosse qualquer operação cirúrgica, vamo-nos transformando e ficando diferentes. Se o tempo não passasse, se não crescêssemos, nem falássemos, nem saíssemos de casa, talvez ficássemos mais iguais ao que éramos no primeiro dia. Mas a partir do momento em que todos os dias passam e se sucedem, alteramo-nos. Para o bem. E para o mal. Não sei se já terei dito isto, se calhar já o disse, mas vejo as pessoas, todas as pessoas, como um qualquer computador que, à medida que vai sendo utilizado, vai alojando alguns vírus. Os vírus são as outras pessoas que nos passam, o que nos acontece na sequência disso, o que nos dizem, as injustiças, as blasfémias, também a glória e as festas e sobretudo as horas que não devíamos ter vivido e que nos marcaram porque estávamos ali. Só isso. As pessoas deviam vir com antivírus. Por isso, acho que a vida devia ser igual a um vigilante e impiedoso sistema de protecção de um computador que, ao mínimo passo em campo estranho, uma pergunta nos faria: tem a certeza que quer ir por aí? Este caminho pode ter um vírus perigoso. Mas nem sempre temos a certeza que não queremos ir por ali. E ao arriscarmos, ao experimentarmos caminhos e pessoas diferentes, no fundo ao vivermos, vamos por vezes sendo infectados por isso. Daí que há quem seja uma virose em pessoa. Olho para elas e digo: “Aquela pessoa está cheia de vírus!”. E ao dizer isto vou correndo como posso. Por isso recuso a ideia de que somos sempre iguais: o homem que hoje vos escreve já não será o mesmo quando o lerem. Há pessoas que são umas da manhã e outras ao final da tarde. (…)

Fernando Alvim - Opinião

19 outubro 2010


underneath the sun and the feelings of a brute-real-life.