28 agosto 2009
Organizo na minha agenda o meu tempo, até que me apercebo que as horas do dia não chegam. Acumulo tarefas que gostava de realizar e isso cansa-me o espírito. A bagagem está claramente cheia mas o que é deixado para trás, em detrimento de outras coisas, deixa uma espécie de mágoa que tão pouco sei definir. Talvez deseje mais do que o meu corpo consiga suportar.
26 agosto 2009
23 agosto 2009
Não sou boa a números. A frases-feitas. E a morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Queres um bom desafio? Experimenta gostar de mim. Não sou fácil. Não colecciono inimigos. Quase nunca estou pr'a ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Irrito-me facilmente. Desinteresso-me à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui.
Fernanda Mello
15 agosto 2009

viajar no decorrer dos ponteiros, trocar a posição dos astros, viver no decorrer da metamorfose dos dias. apercebo-me de que sou mais e melhor quando não páro. eu sou como o pássaro que voa, voa, voa. peço apenas que não me afastem do meu espaço. porque sou maresia, pés enterrados na areia, corpo salgado do mar e alma ao vento. mas deixem-me viver da mudança de lugares, de pessoas e sentidos. estou ciente que sou mais e melhor deste modo. chamem-me saltimbanco, se for mais conveniente. porque eu sou como o pássaro que voa, voa, voa que se prepara para uma nova viagem.
10 agosto 2009
09 agosto 2009
Seja o que for que procuremos noutra pessoa, já o temos dentro de nós, pois o que é que nós procuramos acima de tudo? Sensações!
A sensação de segurança, a sensação de ser amado, a sensação de riqueza, a sensação de liberdade, a sensação de fazer parte de uma família, a sensação de ter sucesso...
Ninguém nos pode dar uma sensação. Só pode despertar uma sensação dentro de nós. É a nossa sensação produzida por nós. A pessoa ao nosso lado é o nosso presente, que nos ajuda nisso. Conhecer esta diferença é a chave. Se reconhecermos que as nossas sensações pertenceram sempre a nós próprios, que não existe uma única sensação que outra pessoa nos possa dar outirar, seremos livres. Daremos menos poder aos outros e retirar-lhes-emos o peso da responsabilidade pelo nosso bem-estar. Deste modo, há menos hipóteses de recriminações aos outros, que só contribuem para dificultar as situações. Ninguém nos pode dar amor, porque o amor já está em nós. Nós sabemos disso. Observe um animal ou uma planta ou algo na natureza que o comova. Sente o amor dentro de si? Olhe para uma fotografia de uma criança feliz. Sente-o? Não está a receber nada, no entanto, sente. É o mesmo amor que sente, quando uma pessoa amada está efectivamente perto de si.
o segredo do amor por Ruediger Schache
08 agosto 2009
07 agosto 2009
05 agosto 2009
04 agosto 2009
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