28 dezembro 2009
24 dezembro 2009
A casa está em silêncio. Ouve-se apenas o bater de cada uma das teclas que pressiono para escrever este texto. Só quando eles chegarem é que serei arremessada pelo espírito natalício. A pressa de chegar rápido ao outro destino, o medo de não termos horas suficientes para confeccionar todos os doces, as chamadas a desejar bom natal e a agradecer de volta, a tarefa árdua de fazer e transportar malas, o amor de quem pouco se junta. O Natal são eles. Pedacinhos de céu reunidos num antes, num durante e num depois. Qual menino Jesus deitado nas palhinhas. O Natal somos nós. Somos nós como um todo reunidos à volta de uma mesa, segundo a graça do único feriado que torna isso possível.
Até lá, e enquanto o silêncio perdura, faço a minha mala devagar, como quem arruma mentalmente cada momento deste ultimo ano. Porque o Natal são eles, do príncipio ao fim. E espero por eles. Espero. Espero até a casa não estar mais em silêncio.
Um bom Natal a todos na esperança de que, tal como eu, o passem entre aqueles que, de uma forma ou de outra, são os nossos pedacinhos de céu.
23 dezembro 2009
We enter the world alone and we leave it alone. And everything that happens in between, we owe it to ourself to find a little company. We need help. We need support. Otherwise we’re in it by ourself. Strangers, cut off from each other and we forget just how connect we all are. So instead we choose love. We choose life and for a moment we feel just a little bit less alone.
Meredith, Grey's Anatomy
22 dezembro 2009
18 dezembro 2009
Preguei um valente susto a todos e só vos tenho a agradecer por, no meio de tanta confusão e medo, se mostrarem tão fortes.
Obrigada a todos que estiveram comigo ao longo destas 12horas. Obrigada às mensagens que - mesmo tendo ficado sem bateria e as quais so vi depois de ter saido do hospital - consegui responder, obrigada à minha agência, obrigada ao sr da gabardine e à senhora do carro por me terem ajudado, obrigada ao brasileiro que me chamou princesa e disse que ia ficar tudo bem, obrigada aos amigos que se tornaram super herois e voaram até mim, obrigada à minha irma Carla que se mostrou sempre incansável em manter-me bem naquela armação de metal, obrigada aos meus pais.
Um muito obrigada a todos do príncipio ao fim porque sem vocês eu não teria saído daquele vacuo. Represantam todos muito mais do que aquilo que imaginam, tal como eu ontem senti verdadeiramente o que significo para vocês. Obrigada.
Obrigada a todos que estiveram comigo ao longo destas 12horas. Obrigada às mensagens que - mesmo tendo ficado sem bateria e as quais so vi depois de ter saido do hospital - consegui responder, obrigada à minha agência, obrigada ao sr da gabardine e à senhora do carro por me terem ajudado, obrigada ao brasileiro que me chamou princesa e disse que ia ficar tudo bem, obrigada aos amigos que se tornaram super herois e voaram até mim, obrigada à minha irma Carla que se mostrou sempre incansável em manter-me bem naquela armação de metal, obrigada aos meus pais.
Um muito obrigada a todos do príncipio ao fim porque sem vocês eu não teria saído daquele vacuo. Represantam todos muito mais do que aquilo que imaginam, tal como eu ontem senti verdadeiramente o que significo para vocês. Obrigada.
15 dezembro 2009
13 dezembro 2009
12 dezembro 2009
10 dezembro 2009

Naquele instante, saltou-me a vida pela boca. Emaranhei as palavras num aguento, não sou, estou vazia. Por momentos, o meu pensamento deambulou meio-perdido entre os dias numa tentativa de os alinhar num espaço-tempo perfeitamente perceptivel. As lágrimas guardei-as cá dentro porque, para além de não fazerem parte da conversa, o vazio não as permite. A porcaria que sai de dentro de mim, e que sai pela boca, não é a porcaria em si porque essa mantém-se cá dentro. Saem as palavras. Um genero de porcaria representativa do que se passou. A minha vida num texto bonito, ensaiado, reproduzido imensas vezes como acção visualizada em modo repeat. E a porcaria continua cá dentro, a apodrecer, a criar vermes e a ser, indubitavelmente, um pouco de mim. Uma redundância redundante que não precisa de explicação.
Mas que há pessoas que cavam a minha sepultura, lá isso é verdade. Nunca hão-de é perceber o tamanho da coisa.
Mas que há pessoas que cavam a minha sepultura, lá isso é verdade. Nunca hão-de é perceber o tamanho da coisa.
Charlie Swan: Can I ask you something?
Hanging out with Jake seems to take your mind off things for a bit, doesn't it? You know sometimes, you gotta learn to love what's good for you, you know what I mean?
Hanging out with Jake seems to take your mind off things for a bit, doesn't it? You know sometimes, you gotta learn to love what's good for you, you know what I mean?
in Twilight - New Moon
08 dezembro 2009
07 dezembro 2009
02 dezembro 2009
(...) Nunca devemos amar em silêncio, nada é mais perigoso do que dividir com outrem os pensamentos vividos em silêncio. Um amor feliz precisa do turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades. Não há felicidade que não seja tantas vezes fútil, tantas vezes inútil.
Não Te Deixarei Morrer, David Crockett de Miguel Sousa Tavares
Não Te Deixarei Morrer, David Crockett de Miguel Sousa Tavares
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