Após a exposição de alguns textos deste Sr neste blog, descubro que Gonçalo M. Tavares "vai superar Saramago". O conteudo da noticia não é novidade mas o titulo da mesma é escandalosamente hiperbolico.
Todo este enfase é-lhe dado devido a Jerusalém (228 págs), traduzido e lançado hoje para as ruas da Coreia do Sul. Em 2004, este Sr mostrou a Portugal a vida de um conjunto de pessoas que lidam com a morte, fazendo um esforço em encenar a vida, retirarando da encenação uma maneira de escapar da morte. A busca incessante de válvulas de escape para escapar do inevitável.
"Ela percebeu, claramente, que ali, junto à igreja, estavam em competição duas dores grandes: a dor que a ia matar, a dor má, assim ela a designou, e, do outro lado, a dor boa, a dor do apetite, dor da vontade de comer, dor que significava estar viva, a dor da existência, diria ela, como se o estômago fosse, naquele momento, ainda em plena noite, a evidente manifestação da humanidade, mas também das suas relações ambíguas com os mistérios de que nada sabe".
Uma leitura obrigatoria.
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