Olho para a minha sociedade e tenho medo. Os costumes foram esquecidos, os desejos exarcebados e vandalizados e a mentira utilizada como verdade - quer pelos media, pelo governo, pelas pessoas.
A carne já se compra fora dos talhos, tem pouca roupa e anda de saltos altos. Consome drogas, bebe álcool e adora parties e after parties. E a generalidade dos homens, daqueles para quem olho agora, gosta disto. Se não resulta com a Maria - porque ela é chata, enfadonha e não snifou o traço completo - então tem a Marta, a Matilde ou até a Mafalda. Pretende-se e procura-se desesperadamente aquele/a que nos divirta em pouco tempo, porque a paz, os passeios de Domingo, os beijinhos e abraçinhos de antigamente já são velhos como os trapos.
Eles, por seu turno, tornaram-se putas, passeiam-se nas ruas da glória de uma bebedeira promiscua e muitas vezes ineficaz. Balanceiam-se na curva da oferta e da procura, demonstrando como as suas preferencias determinam toda e qualquer procura suja e despida de beleza. A oferta, em equilibrio planetário com a procura, resulta no preço e quantidade transaccionada de corpos imundos que eles consomem.
Até a homossexualidade, antigamente tão pudica e escondida, hoje é destítuida de um poder que lhe era único e belo. Eles trocam de parceiro como quem decide pedir uma bebida num bar. Envolvem-se em jogos sexuais, tornando o assunto banal e até desprezível.
O fast food veio definitivamente para ficar. Somos descartáveis, quer a nível profissional, social e definitivamente amoroso.
Somos descartáveis, quer a nível profissional, social e definitivamente amoroso.
ResponderEliminaracrescentaria ainda que o mesmo se passa nas amizades.
Patrícia, fiquei arrebatada com este texto. Muito bom, parabéns!
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