20 setembro 2010

Quando passeamos as duas, as nossas mãos, essas coisas que juntas demonstram uma aproximação física, nunca se tocam mas, por outro lado, o lado mais pessoal e intransmissível, o coração fica naqueles precisos (e preciosos) momentos completo. É uma linearidade absurda mas a verdade está no facto de que ela me completa, me abstrai do mundo e me faz feliz. Posso dizer-lhe que a amo mas sei que é uma palavra tão pequena para tantas aventuras, mentirinhas, pensamentos, caprichos, entre-ajudas, futuros planeados e passados-presentes em união. E eu menti-lhe nos anos dela, só para a fazer feliz, para ver um sorriso de admiração estampado naquela cara que presciente a vida.

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