18 abril 2009

Ela diz: Não quero morrer.
E lágrimas invisiveis escorreram-me pelo rosto. Somos sempre tão fortes, ensinados segundo uma educação baseada na força, no caracter e na rigidez, e quando chegamos ao limite da vida esquecemo-nos de tudo o que foi ensinado e aprendido ao longo da vida. Mostramos o medo e o quanto precisamos dos outros. Somos frageis e sentimo-nos desprotegidos.
Ela diz: Não quero morrer.
A fraqueza humana estampada num rosto enrugado, a tremer de febre, a lutar para respirar tentando manter-se à superficie da vida. A pedir ajuda.

Respiro fundo. Encaro tudo, de novo, serenamente.

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