30 março 2009

O gato da minha vizinha anda de elevador. Perde-se frequentemente nas escadas. Eu chamo-o. Corre, passa entre as minhas pernas e ronrona.
O gato da minha vizinha outrora viveu na rua. Vagabundo de caixote em caixote. Magrinho e de pêlo áspero.
O gato da minha vizinha faz-me companhia enquanto estendo a roupa. Pavoneia-se pelo corredor enquanto espera pelas minhas festinhas. Irrompe pela minha casa quando estou distraida.
O gato da minha vizinha é barrigudo de pêlo fofo. Nunca lhe vi as garras. É um equilibrista, sentado direitinho na varanda a olhar o Tejo.
O gato da minha vizinha é um pedinchas de carinho. E eu dou-lhe sempre o que ele quer.

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